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Associação dos Arqueólogos Portugueses

Associação dos Arqueólogos Portugueses é a mais antiga associação de defesa do património em Portugal e tutela o Museu Arqueológico do Carmo, o primeiro museu de Arte e Arqueologia do país. 
Foi fundada em 1863, com o nome de Associação dos Architectos Civis Portugueses, por Joaquim Possidónio Narciso da Silva, a cujos destinos presidiu até 1896, ano em que faleceu, com mais sete arquitectos (João Pires da Fonte, José da Costa Sequeira, Feliciano de Sousa Correia, Manuel José de Oliveira da Cruz, Paulo José Ferreira da Costa, Veríssimo José da Costa e Valentim José Correia). Começou por ser uma associação de carácter profissional, mas depressa admitiu no seu seio os Arqueólogos, passando a intitular-se Real Associação dos Architectos Civis e Archeólogos Portugueses. Em 1911, após a saída dos arquitectos, que  em 1902 haviam fundado a Sociedade dos Arquitectos Portugueses, e a implantação da República, adoptou a sua actual designação.

Foto tirada por ocasião da sessão comemorativa do 50º aniversário da fundação da Associação dos Arqueólogos Portugueses.​ Grupo de sócios em frente da janela manuelina. 1913 (Reprodução da foto original: José Pessoa/DDF/IPM)
Foto tirada por ocasião da sessão comemorativa do 50º aniversário da fundação da AAP.​ 1913 (Reprodução da foto original: José Pessoa/DDF/IPM)
A Direcção da Associação dos Arqueólogos Portugueses recebendo o Presidente da República, Dr. Manuel de Arriaga, por ocasião da Exposição Olissiponense, realizada no MAC em 1914 (Foto Joshua Benoliel/AF/CML)
A Direcção da AAP recebendo o Presidente da República, Dr. Manuel de Arriaga, por ocasião da Exposição Olissiponense, realizada no MAC em 1914 (Foto Joshua Benoliel/AF/CML)

Ao longo da sua rica história, a Associação dos Arqueólogos Portugueses foi o ponto de encontro dos mais ilustres arqueólogos do país.

Ao fundador sucedeu como presidente em 1896 o Conde de S. Januário, Par do Reino, Governador da Índia, Macau e Timor, e Ministro Plenipotenciário na China, Japão e Reino de Sião (actual Tailândia). Carlos Ribeiro, Estácio da Veiga, Martins Sarmento, Gabriel Pereira, Leite de Vasconcelos, Alexandre Herculano ou Júlio de Castilho são nomes que marcaram o primeiro meio século de vida da associação, que gozou de imenso prestígio entre o final da Monarquia Constitucional e o Estado Novo. Na década de 60, sob a presidência de Fernando de Almeida, assistiu-se a uma revitalização da vida associativa, abrindo-se as suas portas às novas gerações de arqueólogos e celebrando-se uma série de Jornadas Arqueológicas, linha de actuação mantida pelo seu sucessor, Eduardo da Cunha Serrão.

 V Jornadas Arqueológicas. 1993.
V Jornadas Arqueológicas. 1993. (Arquivo Fotográfico AAP)​

O Museu Arqueológico do Carmo foi encerrado em 1995 para que se construíssem novas linhas do Metropolitano de Lisboa. A ocasião foi aproveitada para proceder a uma total reformulação do espaço museológico.

Simultaneamente, a actividade associativa ganhou um novo pulso, continuando a Associação dos Arqueólogos Portugueses o seu trabalho de defesa do património em Portugal. Destaca-se o trabalho desenvolvido pelas Secções de Pré-História e de História tendo promovido palestras, encontros, debates, workshops e colóquios sobre os mais variados temas da investigação actual. Também as Comissões de Heráldica e de Estudos Olisiponenses têm contribuído para o desenvolvimento dos  conhecimentos nas respectivas áreas.

A Direcção e o Museu Arqueológico do Carmo têm sido outras faces visíveis de actuação, realizando um significativo conjunto de iniciativas entre as quais se destacam:

Os Congressos da Associação dos Arqueólogos Portugueses  – o I Congresso realizou-se em 2013, correspondendo com os 150 da Associação. Sem pretender ser “nacional”, acabou por o ser, devido ao amplo acolhimento que mereceu por parte dos arqueólogos de todo o país e de todas as áreas de actividade, congregando várias gerações, o qual se pode resumir nos 250 inscritos, nas 105 comunicações e 36 posters apresentados e discutidos em três dias de intensa actividade. 

Passados quatro anos, a AAP decidiu convocar de novo a comunidade arqueológica, realizando o II Congresso da AAP em 2017. Mais uma vez, a adesão foi excelente, com 153 participações, correspondendo a 110 comunicações e 43 posters.

II Congresso da Associação dos Arqueólogos Portugueses. 2017 (Arquivo AAP)

Festa da Arqueologia – as quatro edições deste evento reuniram várias dezenas de entidades nacionais onde durante dois dias divulgaram as suas actividades relacionadas com o Património, com uma vertente lúdica e pedagógica, tendo como objectivo a divulgação da ciência arqueológica a um público geral, destacando-se os mais novos. Além desta vertente de divulgação pedagógica decorreram durante as Festas da Arqueologia numerosas actividades de âmbito científico, como palestras, workshops e lançamento de livros.

Participantes da Festa da Arqueologia de 2019 que decorreu nos dias 25, 26 e 27 de Abril no Museu Arqueológico do Carmo em Lisboa.
Participantes da Festa da Arqueologia de 2019 que decorreu nos dias 25, 26 e 27 de Abril no Museu Arqueológico do Carmo em Lisboa. (Arquivo Fotográfico AAP)

Prémio Eduardo da Cunha Serrão – desde 2015 foi instituído este prémio que tem por objectivo distinguir uma obra científica inédita, que incidam sobre a Arqueologia do nosso país, da autoria de nacionais ou de estrangeiros.

Actividade Editorial – actualmente a AAP continua com a publicação da revista Arqueologia e História, tendo recentemente iniciado a série monográfica  Monografias AAP  destinada à publicação de colóquios e às obras premiadas pelo Prémio Eduardo da Cunha Serrão.